Skip to main content

Posts

Showing posts from March, 2014

Que Primavera

Desenhos & fotos Lwsinha MC ... Que nada. Ela chegou oficialmente. Mas hoje o dia iniciou chuvoso e, sem avisar, deixou entrar o velho inverno e a chuvita veio mais intensa e congelada. Belo dia para ler um livro, como canta o Djavan . Invés de ler, tenho estado em desenhos/esboços, como os das fotos, esses que já têm mais de 4 anitos. Desenhos & fotos Lwsinha MC

Meninas não fazem isso... Meninos não fazem aquilo…

Via Google As mensagens que ouvimos ao crescermos e, penso que mais ainda, quando nos tornamos pais. Eu tenho e tive grande exemplo na forma como os meus pais criaram o meu irmão e a mim (e aos N primos, tios e “irmãos” adoptivos que tiremos). Hoje, no papel de mãe, essas mensagens ecoam bem mais alto no meu quotidiano. Mas prevalecem os ensinamentos dos senhores meus pais. A maior aberração que oiço é que meninos/homens não devem chorar. Como alguém que trabalha na área de desenvolvimento humano, como “gestora de emoções” como explico as vezes aos pequenotes, custa-me crer que esforçam-se os adultos a ensinar aos pequenotes que certas emoções são diferentes dependendo do género. Devia até ser um crime isso... Ao invés de estarmos a educa-los, estamos mas é a rouba-los da mais básica expressão humana que são as emoções. Qualquer que seja a emoção- alegria, tristeza, frustração, aborrecimento, etc- são emoções que todos nos temos e devemos sentir e que não tem de ser moderada...

O Suspiro

Parei de trabalhar no computador, como fazia muitas noites, a ver se me fizesses um carinho, que me trouxesses algo para comer, um lanchinho da meia-noite. Mas já não estavas acordada como em muitas outras noites antes dessa. Pela primeira vez, não apressei-me em voltar a trabalhar, chocado a olhar para ti como em mais de 10 anos já não olhava com mesmo pormenor. Não parecias dormir. Ao pensar nisso, o meu coração pulou e acelerou… Nem posso imaginar. O que seria de mim sem ti, minha mulher? Já havia esquecido que nunca mais te tinha visto dormir. Mesmo nos dias em que trabalhei tarde, na sua maioria, ficavas desperta e deixavas-me adormecer enquanto arrumavas as últimas coisas pela casa. Agora, vendo-te aqui deitada, anseio um suspiro, um ressonar que grite com o meu ego questionando para onde foi o tempo. Com os dois braços por baixo da cabeça e o semblante exausto, nem o silêncio da noite advocou pelo empurrão que a vida te tem dado. As tuas mãos juntas parecem suplicar pre...