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Showing posts with the label Saúde mental

Um dia de trabalho...

... Esse trabalho que é remonerado, por vezes tem a sua recompensa. Ontem almoçamos em equipa num parque; comemos uma refeição leve de sanduiches em croissants & fruta fresca (uvas e morangos) como sobremesa. Para terminar o mimo que nos fez o boss, acabamos com uma sessão de Tai Chi em grupo, ciudamos de nós mesmos. Entre movimentos descoordenados e o acalentar do sol, que mais pareceu  estamos à meados do verão do que no inicio do autono, a tarde não podia ter sido melhor. Após terminada a sessão de relaxe, finalizei o dia com sessões terapêuticas com adolescentes e as suas N makas. E assim foi mais um dia de trabalho no dia dessa mãe.

Controle pela perfeição~ Como partilhado no Mamães em Rede

O texto que segue foi desenvolvido para um artigo de colaboração no Mamães em Rede . Eu vi a Rosalinda no meu escritório pela primeira vez há umas seis semanas. Ela veio ter à mim voluntariamente, sem ter sido referida por alguém, dizendo que precisava de ajuda para o Jonalio, o filho de 4 anos, que “estava muito rebelde. Ele não ouve, é super irrequieto. O pai chateia-se porque eu não o educo bem, mesmo estando em casa.” Nem estava eu a conversar com ela há 10 minutos quando o marido ligou para saber aonde estava. Ela disse que tinha de responder. Menos de meia hora daí ele liga novamente e liga mais duas vezes antes de terminar a sessão de avaliação. Rosalinda já o havia dito a primeira vez que estava em consulta comigo. Meia hora antes de terminada a sessão, pedi que a recepcionista do meu escritório ficasse com o Jona para eu falar com ela. Disse-lhe que precisavevde ter informação adicional sem que ele tivesse que ouvir. -   Está tudo bem no seu lar? E no seu c...

De menina a mulher: A jornada da Julessa

Aviso: O conteúdo desse texto poderá não ser apropriado para todas as audiências. Trago uma vez mais um tópico extremamente serio que tenho vindo a debater se deva publicar. Decidi faze-los apesar de continuar a não ter referências que possa partilhar para ajudar a possíveis vítimas em similares circunstancias. Decidi ainda assim partilhar esse conto por completo, antes mencionado no D&P , advertindo a quem possa reagir enquanto ou após lê-lo que consulte com um pastor/padre, ou outra pessoa idónea na sua vida que o possa ouvir e orientar da melhor forma. ___ Chamo-me Julessa, tenho 14 anos. Depois de ter falado com a tia da minha amiga, uma psicologa, que ajudou-me a entender-me e ensinou-me algumas coisas, finalmente decidi escrever sobre o que me chateia. O que mudou a forma como vejo-me a mim e ao mundo. Vivo com a minha mãe, três irmãos e o meu padrasto numa casa de quatro quartos. Por vezes temos outros familiares que ficam connosco por uma temporada. Há 6 meses qu...

Bullying...

Ontem, em celebração do dia internacional da mulher, estive a dar uma palestra sobre o bullying nas escolas, o impacto desse nas crianças dos diplomatas, visto que a minha audiência era primeiramente pessoal do corpo diplomático, na sua maioria mulheres. Um assunto importante de se levantar e estar actualizado em, pois acontece todos os dias, qualquer que seja a sociedade aonde vivamos. É possível que seja mais prevalente em algumas sociedades e meios do que outros. Mas não sejamos ingénuos pensar que estamos isentos. Podemos não ser alvos/vítimas, mas conhecemos alguém que já foi, é ou será um dia. Sendo assim, é imperativo que saibamos identificar as características para que nos defendamos, certamente que sem violência, contra essas atitudes. Durante a minha abordagem e posteriormente, alguns dos convidados ao evento reflectiram particularmente comigo sobre o assunto de uma perspectiva cultural- se o assunto é ou não aceite em certas culturas e o que se faz para erradicar- e que o...

Enterrada na escuridão da minha depressão

Senti alguém respirar no meu rosto. Pensei que estivesse a sonhar, até ouvir a voz da minha Jana, a minha cassule de 5 anos, chamar por mim. - Mamã, já não temos nada para comer. A miúda pausava por um bocadinho, mas não me largava, repetindo a mesma coisa pelo que pareceu horas. Fingi não ouvi-la até sentir o acalento das lágrimas delas no meu braço. - Mamã, já estamos em casa há duas semanas sem sair. Tu só dormes… Ninguém vem nos ver. Ninguém se importa connosco. Não tinha forças. A minha mente gritava para ela parar de chorar e sair dali. Mas ela tinha razão. Estava no meu quarto há duas semanas sem sair. Os miúdos, Janir e a Janyna, 8 e 5 anos, cuidavam de si próprios e de mim também. Eu nem me levantava para urinar. Eles recolhiam a rasteira, especialmente a Jana, que muitas vezes brincava no chão do meu quarto escuro. O Janir deixou de cuidar de mim quando apercebeu-se que a irmã já conseguia fazer aos quase quatro anos. Eu a...

A mamã/o papá viajaram...

Depois de um amigo virtual mencionar que os filhos ficam doentes sempre que se ausenta em missão de serviço e que após exames médicas nada é detectado, escrevi esse post com algumas dicas que, como pais, podemos tentar prà ajudarmos os petizes a gerirem a nossa ausência. Na verdade, tais "doenças", podem ser psicossomáticas, tudo emocional, o que os exames médicos não detectam a olho nú. A primeira sugestão é sempre de conversar com eles, uma opção que tende a funcionar melhor para os mais velhinhos por terem mais habilidade prà interrogar... Podem os pais, quando souberem que vão ausentar-se por algum tempo, prepara-los de antemão, particularmente se o fazem várias vezes ao ano mais ou menos na mesma altura. Se souberem, por exemplo numa segunda-feira que sairão na quarta-feira, fale com eles várias vezes e pergunta-lhes o que gostariam de ter prà lembrarem-se de si. Aqui vão algumas sugestões do que fazer especificamente: 1) marque no calendário as suas datas de partida ...

Um aperto...

Mais e mais deparo-me com histórias de pais que não são capazes de atender às necessidades emocionais de seus filhos, quer seja um filho menor de idade ou um adulto com os seus próprios filhos. Uma coisa é ouvir tais histórias na arena profissional e é completamente diferente de lidar com isso quando as circunstâncias são mais familiares. Eu vim a perceber que, muitas vezes, alguns pais têm os seus próprios problemas de infância não resolvidos ou existenciais, como adultos, e podem (ou não) ter aprendido as ferramentas apropriadas para gerir adequadamente as suas próprias emoções e/ou reacções a determinadas situações. Consequentemente, a falta de conhecimento e inabilidade prà conectar podem re-traumatizar mais do que ajudar a criar entendimento e união, nessa altura tão necessitada. Saibam que a raiva, ressentimento e estado de espírito depressivo (ex. Chorar por horas, perder vontade de fazer as coisas que o satisfaziam antes) podem ser algumas das reacções que as pessoas podem ter ...

O bater, só se for do coração, e o gritar, só se for de amor.

DiGa NãO @ vIoLêNcIa DoMéStIcA Via Performance Negra Via Sa ú de e viol ê ncia * Hoje deixo apenas essas duas imagens para auto-avaliação. Apesar da primeira imagem mostrar uma mulher como vítima, em menos casos (quem sabe por falta de denuncia), homens também têm sido. Lembremo-nos no entendo, que isso é um problema que ultrapassa classes sociais, culturais ou grupos étnicos. Acontece mais do que aceitamos e eu hoje escolho estar contra, sendo que continuo na atitude de não mais ser espectadora. Aos pais de adolescentes e pré-adolescência, advirto que a prevalência do número de casos de violência nesse grupo etário enquanto namoriscam é alta, apesar da falta de dados e, talvez, por ser também minimizada a importância desse tópico. Muitos casos tendem a não ser notados (e/ou pouco reportados) por terem sido muitas vezes incidentes de abuso emocional e/ou verbal, o que é difícil a vítima provar ser verídico. Esses actos são na maioria das vezes erradamente interpretados como ciú...

Falemos a sério...

Será que o meu filho ou minha filha precisa de aconselhamento ou psicoterapia? Uma pergunta que me é feita “N” vezes por amigos e familiares por causa da minha experiência profissional Obviamente que existem na vida diária de um pai ou uma mãe desafios com os filhos. Alguns desses desafios têm impacto na forma como nós ou os nossos miúdos comportam-se ou sentem-se. A nossa forma de expressar-nos emocional ou comportamentalmente varia de pessoa para pessoa, e não difere para os pukunotes. Como mudanças fazem parte do processo normal de crescimento e desenvolvimento humano, o importante é distinguir entre o que é típico em termos comportamentais e as circunstâncias ou problemas mais sérios. Os problemas mais graves, persistentes, e os que interferem nas actividades diárias de um indivíduo, até mesmo dos mais novinhos, certamente requerem maior atenção. Caso note alguns dos comportamentos seguintes, não hesite em contactar um profissional: ·          Mudanças ...