Skip to main content

Posts

Showing posts with the label Assim estou...

Conveniências do dia-a-dia...

... que sentimos falta durante as férias - As minhas almofadas de que gosto bem fofa/espalmada - Supermercados abertos 24 hr ao dia - Usar o meu telefone com todos os seus miminhos 24/24 - Os meus programas de tv - Da minha cama - Dos meus sumos - Dos meus iogurtes Sinto saudades do comodismo da minha casa. Do que sente falta quando está distante de casa, em serviço ou de férias?

Adoptada

Eu não sou como ninguém dessa família. Não me sinto parecida com nenhum deles. Eles são todos bem avontade, falam, dançam, gostam de estar com outras pessoas. Eu quero é estar no meu canto, e que ninguém me incomode. Só posso ser adoptada. Não sou parecida com essa senhora que se diz ser minha mãe. E tão pouco com esse senhor que dizem ser meu pai. Esse que dizem ser meu irmão parece mais com eles do que eu. Eu fui definitivamente adoptada. Assim senti-me por muitos anos. Não porque tive razões pela forma como me tratavam. Por ser introvertida, fechada, calada, achava que o extrovertismo dos meus pais e irmão eram de família e eu era o peixe for a da água. Inúmeras vezes encontrei, ou assim achei, justificações às minhas desconfianças. Eu sou a mais velha de dois filhos da minha mãe. O meu irmão sempre foi uma borboleta social, sempre fez muitos amigos, adora sair e divertir-se, e teve/tem uma forma de estar e ser muito diferente da minha. Sei que seria aborrecido se fôssemos ...

Lamento Borincano (momentâneo)

Hoje é um dia de muitas saudades… Da minha mãezita, do meu mano, de familiares e das minhas amigas, as minhas Yullitas de vários outros lados do oceano... Tive saudades de estar grávida, de sentir os primeiros movimentos no meu ventre, dos “apetoites”, da esperança, dos planos, dos medos… De um bom gelado de múcua, daqueles que a minha tia Fátima preparava em saquinho extra longos, dos filhoses da minha prima Menucha, o doce de coco Cabo-verdiano da minha tia Ofélia. Saudades de uma daquelas festas de quintal (ou em qualquer outros sitio) a dançar até as 500s .

Acabou-se o que era doce.

Acabaram-se as férias. Hoje regressei ao serviço, após estar em casa com a familia por duas bem curtíssimas semanas. Brincadeiras com os pequenos, momentos de muito boa companhia, tempo para boa conversa e perder-me com o amorsão...

Dolce farniente...

... Essa forma de estar agradável em momento de folga, é tão bom! Após a correria para preparar a noite e dia de Natal, sabe super bem desfrutar apenas de momentos mais pacatos em casa, depois de recebermos a primeira neve a séria desse inverno.

Hoje despertei...

... ao grasnar dos gansos que passaram bem próximo da minha janela, algo que adoro fazer na primavera e no verão. Há anos atrás também esperava pelo regresso deles "à casa" no fim do dia, antes do pôr do sol. Das pequenas coisas da naturesa que fazem o meu dia...

Uma carta prà ti, tio...

Querido tio, Escrevo, mais de trinta anos desde a primeira vez que me incentivaste a escrever a minha primeira carta endereçada a ti. Começava a ler e a escrever e partilhando que aprendera numa lição escolar como escrever uma carta, o teu curioso incentivo fez-se trocar uma das experiências mais marcantes naquela etapa da minha vida. Hoje, escrevo com um aperto no coração, mas uma enorme gratidão pela pessoa doce, amiga e conselheira que sempre foste prà minha querida tia e primos, e prà todos nós. Venho, agradecida pelo homem que foste para a tua comunidade religiosa e para a eterna memória que nos deixas de respeito, carinho e liderança. À Deus agradeço por essas coisas todas e por diminuir a tua dor, apesar de estarmos nós hoje inconsoláveis pela dor de não te termos, mas sabemos que será passageira, qualquer que seja o tempo que necessitemos prà ultrapassa-la. Estaremos diligentes a apoiar o teu amor, tua esposa, tua amiga, minha tia, conscientes de que um dia encontrar-se...

Entre os sonhos e a felicidade~ Algumas dicas

O post no D&P do dia 10 de Setembro 2012 ( "crio ou deixo de...?" ) levou-me a fazer pesquisas sobre o que pode bloquear os sonhos de alguém e concordo com uma lista que encontrei. Aqui  , o autor identifica dez obstáculos para os sonhos, entre eles o isolamento e falta de apoio, os “deverias” dos familiares e sociedade, duvidar de nós mesmos e medo de tomar decisões erradas. Entretando, enquanto lia essa lista notei um dos últimos posts da Mailife! que inúmera os segredos da felicidade, aonde dois deles podiam ser adicionados a lista anterior. Para que haja felicidade, ao que eu adicionaria e para que consigamos seguir os nossos sonhos, temos de “parar de ser vítimas das nossas circunstâncias” e “seguir os nossos corações, e o que amamos.”   Apesar de ter sido um sonho momentâneo, o que partilhei no D&P, que criou uma auto culpabilidade, eu bem sei que é seguindo o meu sonho que o conseguirei alcançar. A força das minhas assíduas companheiras e leitores faz-me ...

Quando em dúvida...

... Nada melhor como fazer uma introspecção e receber o conforto de palavras encorajadoras. A semana começou com auto-dúvidas profissionais, resíduos da semana anterior, e reclamações da minha parte. Mas terminei hoje com elogios de clientes/pacientes e reconhecimento de colegas reportados à supervisores da minha unidade. À saída do escritório essa tarde, diz-me uma supervisora: "Gostaria que fosses para o teu fim de semana a saber; disse-me a tua colega sénior YD, da unidade X, que ouviu muitíssimo bem, de pessoas que não são teus pacientes, sobre a qualidade de trabalho que tens feito. Obrigada pela tua dedicação! Bom fim de semana!"  A supervisora com quem falei, sendo nova na nossa unidade, está ainda a conhecer o meu trabalho... Isso foi realmente o que eu precisava para reactivar a minha confidência e certeza da direcção que tem estado a tomar a minha carreira. Sem dúvidas, seguirei prestando os meus serviços a crianças  em situação de risco e as suas famílias.

Um daqueles dias

Hoje é um daqueles dias... Um dia como hoje, em que apetece-me ficar completamente calada, deitada, ser mimada. Um dia que gostaria que a chuva que caiu essa tarde se tivesse prolongado pra justificar enrolar-me numa mantinha no sofá a ver um daqueles filmes bem melosos de pôr a correr qualquer céptico no amor. Um daqueles dias em que o silêncio e a solidão acasalam-se e reproduzem criações criativas de experiências vividas ou aniquiladas. Daqueles dias em que o tempo passa-nos torturante de fininho e desafiante. Um desses dias que termina na escuridão em silêncio, deitada, cansada e mimada...

Orgulho natural

Há quase seis anos conheci uma menina. Uma menina pequenina, mas determinada. Aquela que muitos chamam “a chefa”, por expelir confidência no seu olhar e impor respeito na forma de ser. É miudinha, mas o que chama-me atenção nela é a diversidade de penteados que faz e a forma como a ficam. Conheci-a carequinha, de fio liso e encaracolado, mas pegadinho a cabeça. Acompanhei o crescimento do cabelo dela, desde os enroladinhos que fazia, aos to-tozinhos no meio do mini jimizito que usada, até as trancinhas no ar que a ficavam muitíssimo bem. Hoje os seus bobes entwistados e as trancinhas com missangas coloridas que sacolejam a cada abanar da sua cabeça, são uma alegria para os seus amigos curiosos e orgulho prà ela que adora mostra-las. Ontem olhei prà ela e o orgulho foi meu por aperceber-me que a menina que conheci há quase seis anitos está a crescer. Hoje com pedidos e escolhas de penteados um pouco divergentes dos meus, mas orgulho pelo seu cabelo acastanhado de lindos caracóis. Olhe...

Feliz por mais uma completa primavera...

Por anos tive festas pomposas prà celebrar o meu aniversário, o que nem sempre queria ou desfrutava, por ser timida. Depois de sobreviver ter sido o centro das atençōes numa fase da minha vida que hoje parece super distante, hoje adoro a simples oportunidade de reflectir, de estar e ser feliz... Daí que, nesse momento privado, partilho com o mundo o sopro de mais uma velinha adicionada ao bolo, esperando continuar a receber dádivas que repletam o meu ser.

Viva o momento...

Dizem-me muitas vezes que vivo “numa bolinha de sab ã o”, num mundo fantasiado, vivo muito no momento.  Estive a ler sobre a mente, a aten çã o que damos as coisas e/ou “viver no momento”, e aqui partilho algumas das ideias que encontrei... Viver no momento significa viver a vida como se não houvesse amanhã. É preciso prática, mas no fim, tendemos a viver uma vida mais satisfatória. Prà isso é necessário apercebermo-nos da beleza em cada momento e nas nossas actividades do nosso quotidiano. O importante é sabermos reconhecer de que viver no momento não significa que não dev á mos preocupar-nos com o futuro, sermos imprudentes ou irresponsáveis. Mas significa sim que quando façamos uma escolha prà fazer algo, concentramo-nos a realmente a fazê-lo, invés de divagarmos no futuro (ou passado). Algumas dicas de como viver no momento sao: 1) Note o mundo ao seu redor- Com tanta coisa bonita no nosso dia-a-dia, faça um esforço consciente de notar pelo menos uma ao seu redor. Eu noto mui...

Primeiro NATURAniversário...

De mãe prà filha, a minha jornada natural. Começo a escrever esse testemunho enquanto preparo-me para o primeiro aniversario do dia em que considero ter iniciado oficialmente a minha jornada natural, usar o cabelo sem produtos químicos que alterem a sua textura. A um ano hoje, 22 de Dezembro, chegada a Houston, Texas para passar as férias com familiares aventurei-me a ir a uma cabeleireira que me haviam sugerido. Ela cortou-me demasiado o cabelo que, estando natural eu não sabia o que fazer com ele na altura. Até então, já não havia desfrisado o cabelo a 9 meses. Ia ao cabeleireiro uma vez por mês, caso não tivesse trancas, ou após tirar as trancas para tratamento de hidratação e uma mize. A cabeleireira punha-me rolos após tratamento e lá ia eu para o secador. O cabelo ficava maleável até eu molhar. Ai vinham os desafios… Como tendia a penteá-lo seco, achava-o súper impossível de gerir sem que o secasse com o secador, algo que habituei-me a usar mesmo antes de desfrisar pela prime...

Eternamente saudosa...

Não bem nostálgica, mas sim hoje acordei saudosa. De coisinhas e detalhes que me fizeram quem sou… Bateu uma saudade grande de estar sentada tardes a fio a ouvir muito boa música na rádio enquanto gravava cassetes com as “quetas” favoritas que acabavam por ser interrompidas por anúncios ou os locutores da rádio. Daquela chuva pequena de apenas minutos ou poucas horitas que arrefecia o chão e deixava um aroma no ar que, dependendo do sitio aonde estivesse, podia bem ser desagradável Das vozes teimosas das vendedoras ambulantes, agora conhecidas por kinguilas, que nos tempos apenas eram as peixeiras e os afiadores de facas, que nos seus gritos desesperados prà chamar clientela ecoavam por toda a cidade. Das buzinas malucas que nos anos 80 e 90s até eram organizadas e não se igualam a anarquia que se ouve hoje. Da forma como é anunciado o jornal da 1 na rádio e o silêncio exigente em quase todas as casas para que os “cotas” pudessem inteirar-se do que se passa pelo mundo e ...

Gratificada...

Depois do meu último post quase negativo (ok, bem negativo!), pus-me em atitude de gratificação naquele mesmo dia por aproximar-se o dia de acção de graças, que foi ontem. Não apaguei o post por demonstrar que há dias em que as minhas lentes fantasiadas mostram a realidade e, ainda que por instantes, sinto o peso que a maioria de nós vive; as barreiras dos nossos sonhos. Mas felizmente, quase com a mesma rapidez que caio, sei levantar-me e seguir o caminho firme consciente de que sonhando, desde que trace metas e trabalhe nelas, estarei mais próximo de alcança-las. Sendo assim, hoje estou gratificada por ter força de vontade de seguir a minha jornada...

Que coisa...

O que fazer da vontade efervescente de querer ajudar apesar das barreiras da distância à casa? Será que espero regressar para fazer algo ou haverá formas de fazer a distância? Porque é que estrangeiros podem e tem avenidas de fazer, mesmo a distância, mas os nacionais precisam estar na base prà que a portas se abram? Que sistema. Que des â nimo. Que decep çã o.

Sinto-me satisfatóriamente presa num desenrolar emocional...

Por anos aventurei-me a escrever... Tenho um caderno de poemas com 14-15 anos de escrita. Claro que montes de espaço de tempo entre entradas. Um verdadeiro refugio de inspiração e uma viagem nostálgica... Na época festiva (natal e passagem de ano) em 2010, em conversa com uma das minhas cunhadas, mencionei que queria escrever livros infantis. Como os poemas, de tempos em tempos fui escrevendo algumas histórias. Umas para pequenos e outras para adolescentes ou maiorsinhos. Sendo assim, em Janeiro 2011 embarquei então numa jornada que tenho estado a adorar.  Até aqui, não me tenho estado a apressar a fazer nada. Já tive metas mais fixas e as cumpri. A menos de 3 meses pensei que fosse publicar sozinha mas achei arriscado e hiper caro, para o que me estavam a cobrar apenas para ilustrar. Mas aqui estou, 9 meses a escrever, incluindo 6-7 a blog, e sinto-me contente. Essa nova "combinação semántica" em que vivo continua a "despertar em mim" muito "interesse"...

Força!

Livro de Yopi Havlik e imagens de April Willy O  livro, “ Why is mommy sleeping ” (Porque que a mamã está a dormir?) da autora Yopi Havlik  fala sobre a sua batalha para dizer aos filhos sobre o seu diagn ó stico. As ilustrações de April Willy retratam a preocupão (e dentro do livro o semblante surpreso de medo) dos filhos ao verem a mãe encamada. Vestida de esperanças para a minha Aninha (tia) e acessorada de forças para a minha TT, assim deixo aqui a foto dessa capa. Quer seja cancro (caso de Yopi) ou qualquer outra condição médica, esses   obstáculos   no meio da   vida   são sempre um   momento   de   união familiar , com   muitas   perguntas que   desafiam   as   nossas crenças .