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Showing posts from October, 2011

O que queria...

... Era poder dormir sem ser interrompida mais de uma vez pelos pequeninos no meio da noite, prà perguntarem-se se podem acender a luz, se podem usar o quarto de banho ou apenas porque um deles "está a fazer barulhos que incomodam." Dormir até as 500s no fim-de-semana sem que gargalhadas e saltos excessivos despertem-me é um mito por aqui. Devia haver uma lei natural que impedisse crianças de acordarem a mesma hora que nos dias de semana quando durante a semana é um martírio tê-los alertas. Nesse momento rendo-me apenas a levantar-me e continuar o dia... Que fazer? É mais um episódio de reclamações na vida de uma mãe. O bom é que os momentos gratificantes servem como antídotos (ainda que momentâneos) a esses episódios...

O bater, só se for do coração, e o gritar, só se for de amor.

DiGa NãO @ vIoLêNcIa DoMéStIcA Via Performance Negra Via Sa ú de e viol ê ncia * Hoje deixo apenas essas duas imagens para auto-avaliação. Apesar da primeira imagem mostrar uma mulher como vítima, em menos casos (quem sabe por falta de denuncia), homens também têm sido. Lembremo-nos no entendo, que isso é um problema que ultrapassa classes sociais, culturais ou grupos étnicos. Acontece mais do que aceitamos e eu hoje escolho estar contra, sendo que continuo na atitude de não mais ser espectadora. Aos pais de adolescentes e pré-adolescência, advirto que a prevalência do número de casos de violência nesse grupo etário enquanto namoriscam é alta, apesar da falta de dados e, talvez, por ser também minimizada a importância desse tópico. Muitos casos tendem a não ser notados (e/ou pouco reportados) por terem sido muitas vezes incidentes de abuso emocional e/ou verbal, o que é difícil a vítima provar ser verídico. Esses actos são na maioria das vezes erradamente interpretados como ciú...

Falemos a sério...

Será que o meu filho ou minha filha precisa de aconselhamento ou psicoterapia? Uma pergunta que me é feita “N” vezes por amigos e familiares por causa da minha experiência profissional Obviamente que existem na vida diária de um pai ou uma mãe desafios com os filhos. Alguns desses desafios têm impacto na forma como nós ou os nossos miúdos comportam-se ou sentem-se. A nossa forma de expressar-nos emocional ou comportamentalmente varia de pessoa para pessoa, e não difere para os pukunotes. Como mudanças fazem parte do processo normal de crescimento e desenvolvimento humano, o importante é distinguir entre o que é típico em termos comportamentais e as circunstâncias ou problemas mais sérios. Os problemas mais graves, persistentes, e os que interferem nas actividades diárias de um indivíduo, até mesmo dos mais novinhos, certamente requerem maior atenção. Caso note alguns dos comportamentos seguintes, não hesite em contactar um profissional: ·          Mudanças ...

Momentos tristes de poderes líricos lindos, tão lindos, tão lindos...

Uso muitas vezes a música para ajudar-me a superar dores, perdas. As de André Mingas hoje ajudam a fazer o mesmo. Infelizmente é pela noticia da perda desse grande músico (pai de um grande amigo do maridão e do meu mano) que hoje perco-me em palavras lindas, tão lindas, tão lindas... E no mufete (esse som) sinto maior amor ainda pelo poder lírico das cançōes que ficam na ausência da sua presença fisica. Descanse em paz, Sr. André Mingas! Desfrutaremos da tua música para sempre... [...] Mas agora, De tudo que era luz ficou a sombra De tudo que era vida só há lembrança No horizonte o meu olhar buscando o teu Sigo caminho... Alma vázia Meu corpo cansado No coração Brilha sem telha O que o amor deixou Na esperança de um dia Ver tudo começado.

Maravilha!!!

Estive no parque com os pukunitos a chutar bolas e a correr de um lado para o outro. É uma zona recreativa comunitária no meio de um arvoredo que até parece perdido algures no mundo. Ouviam-se ruidos óbvios dessa época- os diferentes chilrear das aves que passavam, uma máquina de podar a relva, os gritos e gargalhadas de crianças pelos diferentes cantos do parque, incluindo os gritos de espanto das minhas que também correram atrás de borboletas. Prá complentar, o sol (sim sol, apesar de já ser outono) aqueceu a minha pela que padecia dessa divina interação. Mais tarde juntei-me aos pequenos nas correrias, descalça pela relva que se fez sentir como um tapete protector. Eventualmente a cassulita fartou-se de ser incomodada pelos insectos e pediu que a carregasse as costas. Sem dar por mim, continuei a jogar com o mais velhinho só que carregava agora uns kilinhos extras. Que maravilha de tarde! Com coisinhas boas que alimentam o ego e beijam o coração, como diz a minha prima.

Deu-me uma onda...