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Showing posts from 2014

Cada um com o seu ritmo…

Me haviam dito que andavas por aí de   braço   em   braço Tarraxando,   sembando   cada corpo   rebolante   que se mova numa pista Mas dizes-me que   não   precisas   que eu dance contigo. Não   te disponibilizas quando eu estou E sais à vista da primeira oportunidade que eu esteja ocupado. Já   não   me culpes mais por cada um dos teus   dissabores Nem me faças sentir como se eu tivesse sido um periódico antigo. Andas por ai sem fim Só não encontrarás um corpo que  encope o teu   e te tire o frio   ou te dê calor como o meu. Andas   intitulada   como página principal Como se todos noticiassem algo   importante Mas bem sei que  andas por aí  triste e vazia Ainda bem que não   me culpas pela tua   perdição Terás   de mudar por ti e amadurecer com os teus erros Lamento só que   já   não   procures por mim Pensei que me t...

Cansei... Encontrei a outra

Tudo que oiço são as batidas dos pingos da chuva no telhado de chapa da marquise. Fechei-me na marquise, o único sitio da casa em que ela pouco mexeu. Era meu. Ai nem ela nem outra pessoa podiam incomodar-me. Como não sei, mas deu-me. Para aqui fugi muitas vezes quando ela e os trigemeos gritavam pela casa e eu não os queria ouvir. Só não percebi como é que eu, o homem dos sonhos dela, como ela me chamou por muitos anos, tornei-me no estranho cá em casa. Ela várias vezes perguntou-me se havia outra. E eu dizia que sim. Desde que se tornou mãe deixou de dar-me a atenção que antes dava-me. Gritava a torta e a direita… Gritava comigo até quando me amava, ou assim eu pensava. Queria que fizesse as coisas como ela queria, e apenas assim. Por isso, sim, há uma outra mulher na minha vida. Sentia-me às vezes como se estivesse envolvido num ménage-et-trois, sem saber qual das mulheres estaria comigo. E já cheguei a pensar que não queria que nem uma nem outra podessem ficar aqui. Ca...

Os gritos de uma mãe.

Shouting mom (via Google) Posso partilhar aqui muitas experiências de celebrações com os putos ou por causa deles. Mas hoje venho reclamar… Durante um dos jogos do meu mais velho hoje, sentei-me ao lado da mãe de um dos colegas dele e companheiros de equipa, algo que fiz várias vezes no passado por eles terem tido outras actividades juntos. Dessa vez, o filho dela é uma das últimas adicções à equipa e a primriera vez que joga o desporto. A mãe que geralmente grita com o seu limite, hoje até eu fiquei irritadissima e queria pedir-lhe que se calasse. O filho bem que tentou para-la e ela o ignorou. O que fez-me perguntar, será que nós pais aceitamos quando estamos a ser chatos para os nossos pequenos em situações públicas? Será que aceitamos que os nossos gritos não os fazem jogar melhor? Essas reclamações vêm como uma refelxão, pois, da mesma forma que hoje fiquei irritada, muitos pais devem ter a mesma reacção que eu tive aos gritos dessa mãe hoje. ...

Novembro Azul

Cancro na Próstata Quanto antes for o diagnóstico e o tratamento, menores poderão ser os riscos.  Previna! Faça exames médicos e faça também auto-testes com freqüência . Via Yagami Nana

Não Ignore. Denuncie!

Levantei-me para comer. Baixei a musica. Oiço o gritar do toque no meu telefone vindo do meu quarto. Ignorei por um instante. Estava a escrever e não queria distrações. Mas não parava de tocar. Corri para apanhar o telefone. Era a minha mãe. Atendi-a à janela. -        Até que enfim! Disse aliviada. Aonde é que estás que não atendias? -        Bom dia, mãe! Estou em casa. -        Estás a seguir as noticias? -        Noticias de quê? -        Olha pela janela. Bem por baixo do meu predio vejo relampejar um grupo de jovens que se juntaram à um aglumetarado. -        O que é que se esta a passar, mãe? Abri   janela e antes que ela me respondesse ouvi gritar: Mata os gajos! Les bate memo! Gatunos! Gatunos! -        Apanharam dois homens que esturpara...

Tropeços líricos- o inicio da inspiração

Via Google Com o calor durante o dia, Rosa Maria preferiu passar o serão de Sexta-feira em casa sozinha. Ligou o iPod na sua favorita seleção musical, agarrou na garrafa de vinho branco geladerrimo, os telefones, e sentou-se no sofá, enfrente a televisão. Fresca à sair do banho, em seus calçõeszinhos cor de rosa com corações amarelos e t-shirt preta, levemente cobrindo os ombros numa camisa antiga, pôs-se a responder mensagens e a navegar pela internet. Há anos que as Sextas-feiras a noite eram oportunas para encontrar-se com amigos e familiares. Rosa Maria e Mário António, fizeram disso uma rotina entre eles, impriscindivelmente, desde o tempo de namoro, faz oito anos.  [...] Nota: Outros textos  antes partilhados no D&P, aqui e aqui