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Não Ignore. Denuncie!

Levantei-me para comer. Baixei a musica. Oiço o gritar do toque no meu telefone vindo do meu quarto. Ignorei por um instante. Estava a escrever e não queria distrações. Mas não parava de tocar. Corri para apanhar o telefone. Era a minha mãe. Atendi-a à janela.

-       Até que enfim! Disse aliviada. Aonde é que estás que não atendias?
-       Bom dia, mãe! Estou em casa.
-       Estás a seguir as noticias?
-       Noticias de quê?
-       Olha pela janela.

Bem por baixo do meu predio vejo relampejar um grupo de jovens que se juntaram à um aglumetarado.

-       O que é que se esta a passar, mãe?

Abri  janela e antes que ela me respondesse ouvi gritar: Mata os gajos! Les bate memo! Gatunos! Gatunos!

-       Apanharam dois homens que esturparam uma criança de 3 anos.
-       Caso novo?
-       Sim. Encontraram-nos o acto.
-       Que horror!

E a multidão continuava: Mata! Gatunos! Sirenes alertavam a sua chegada. As pessoas continuavam até que se ouviu o que pareceu um tiro. Gritos! Buzinas. Mas já nao se ouviam os gritos.

A minha mãe continuous a falar. Preocupada comigo elertava-me que trancasse a porta, que saisse da janela.

-       Fica com o telefone ai ao lado e nada de ouvir musica muito alta.
-       Sim, mãe.

Eu já não vivo com ela há anos, mas em situações como essa eu sou a cassule dela. Aprendi com o tempo a não lutar para dar-lhe conforto. Com o surto de violações e mortes por Luanda ela tem me pedido que regresse à casa, que volte a viver com ela.
 
[…]


A situação está alarmante por Luanda. Não sei porque ventos ou águas que fluem pela Luandina, mas mais ou menos no último mês que se têm revelado casos horrorosos de se ouvir os detalhes, coisas que podem acontecer em qualquer sociedade. Esses comportamentos desviantes não podem ser justificados e nem romantizados. Crime é crime e tem de ser devidamente punido! De outra forma os cidadãos dessas cidades passarão a fazer justiça pelas próprias mãos, como visto no texto ficticio ácima. Espero que esse cenário, como implicado nas mensagens do povo testemunho e cansado, nunca venha a ser veridico. Mas, prioritário mesmo é establecerem-se recursos para vitimas de crimes como os mencionados. Esta situação medonha rouba-nos o sentido de segurança e aflige-nos causando stress adicional no quotidiano do cidadão citadino.

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