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Showing posts from 2015

Vivo de ti, mas não mais por ti

Hoje quero sentar-me Ouvir-te Comer Não à ti, mas de ti Da essência do teu saber Do teu viver Tecer dos exemplos um novo querer Crescer Renascer Hoje sento-me Oiço Bebo  Sem querer fiar memórias De vivências alheias Revividas em traumas não tratados Assimilados Abusados Já não como nem mais sei beber De medo no meu ego Lascado de outros Revoltos por gerações Falo e jamais oiço Desde o leito do teu pranto Por não me quereres Ouvir Saber Criar Pois não mais vivo por ti. (Também partilhado no D&P e criado a 02 de April de 2015, e não anotei o que me inspirou...)

AMOR Secreto

[...] Já aflige-me a cobardia do que sinto pela Claudete. Quero ser a razão que apartam os lábios dela num sorriso, que a palpita o coração ao ver-me, como faz o meu sempre que à vejo, e tê-la entrelaçada nos meus dedos enquanto caminhamos em silêncio pela cidade. Sem pensar mais, mesmerado pelo cheiro dela e a calma com que ela apreciava o cénario sem distrações de telefone ou o que fosse, forjei conversa com ela. Estava sentada sozinha na mesa ao lado à minha. - Desculpa  incomoda-la. Vejo-a muitas vezes por diferentes partes da cidade e queria apenas dize-la que é uma mulher admirável. - Encantada! Respondeu-me com um sorriso e de mão ao peito. - Sou o Lando. Estiquei a mão na direcção dela. Eclando. - Claudete. Muito gosto. Trocamos sorrisos e apressou-se o intrometido silêncio. Ela tirou o telefone da carteira. Aposto que enviou mensagem à alguma amiga. - O prazer é meu também, Claudete. Disse. Ela forçou um sorriso e voltou os olhos para o telefone. Terminei a minha bebid...

AMOR Secreto

[...] Faz hoje três meses exactamente desde que apoixonei-me à primeira vista da Claudete. Passava aqui enfrente à casa dela e ela ia a sentar-se no sofá entrente à televisão com uma chávena de algo quente, assumo. Chamou-me atenção o cabelo dela natural solto e arranjado da forma dela e o vestido curto amarelo de alsas que ela tinha. Desde então, soube pelas pessoas que à saudam por onde andava q ue ela chama-se Claudete. Sei, por ter estado um par de vezes no café onde ela passa de manhã, que adora chocolate quente e que cheira a flores e frutas, pois deixa rastos pelas ruas que abraçam mais a minha curiosidade por ela e aumentam esse amor que eu não sei como à dizer que sinto. Para celebrar esse dia, enviei-a um ramo com três girassois para simbolizar como a Luz no sorriso e olhos dela iluminam o meu dia. Mas assinei em anonimato. [...] ~~AM 💛 R Secreto~~ Foto de Lwsinha MC

Se te calas...

... Não partilhas e acabas por perder a oportunidade de ensinar e aprender. Ontem, enquanto o meu mais velho treinava futebol e a minha menina jogava com uma amiguinha, eu parei para conversar com a mãe da menina com quem brincava a minha joaninha e também tem um filho na equipa do meu. Ela deu-me alguns dicas de websites que eles usam para complementar as matérias de matemática e possivelmente ciências que experimentarei esse verão com os meus. Eu disse-lhe o que faço as vezes para motivar os meus canuquinhos a escrever e ela ficou encantada. Segundo ela, ela mesmo escolhe livros para os filhos e pede-os que leiam e critiquem dentro de um modelo que ela mesmo criou. Vou pedi-la que me envie e partilharei aqui. Eu disse-a que com meus de casa e em algumas outras ocasiões com pequenotes e grandotes na minha vida incentivei que escrevêssemos todos um texto começando com a mesmo primeira frase, como demonstrado no exemplo aqui . É sempre emocionante ver/ler a direcção que os textos toma...

À Você...

Respeitando que algumas mulheres (e homens) vivem a realidade de não poderem conceber filhos naturais, de há algum tempo para cá que essa altura do ano faz-me pensar como é que essas pessoas se possam sentir. Em Março e Junho celebra-se o dia do pai no meu mundo e em Maio, em domingos consecutivos, celebram-se as mães. E eles que não têm filhos? Eles são celebrados todos os dias como seres humanos, sim. Mas, como é que se devam sentir ao ler, ouvir e ver as centenas de mensagens pelo mundo social a celebrar quem tem filhos (e que muitas vezes nem os valorizem ou sabem cuidar).   Eu penso em vocês, os que conheço pessoalmente, e todos outros que de certa forma aplicam os seus dotes ma/paternais de outras formas nos deus afazeres diarios. Orgulho-me em ver à quem conheço partilhar momentos com os pequeninos ao seu redor. Mas sei, pelo que faço profissionalmente, que a dor da perda, ou o luto, é, de alguma forma, real em casos de infertilidade. Imagino apenas que a sensação de...

Se eu pudesse ver o que tu vês?

Na mente de uma criança, das minhas, hoje surgiu uma pergunta semelhante, um pensamento Via KBondale que já tinha passado pela minha mente várias vezes. A minha filha começou, puxou o irmão e dai conversamos os três sobre como é que qualquer outra pessoa que não sejamos nós vê o mundo. “Será que as pessoas vêem as mesmas coisas que nós?”, perguntou o meu filho. Eu em tempos pensei, quão azul é o azul que outros vêem ao olhar para o céu. Mas, mais profundo e complexo, é a forma como vemos o mundo. Se duas pessoas criadas de forma semelhante e vivendo sob o mesmo tecto podem divergir, imagina quem não teve as mesmas experiências. Como será que as experiências negativas possam influenciar a forma como vemos beleza nas coisas, como sentimos amor, como nos deixamos apreciar esse mundo. Segundo o meu filho, ele gostaria de ser um insectosinho pequenino para poder saber como eu, a irmã, o pai apreciamos o mundo. Também eu gostaria de ter essa oportunidade.

Ironia de um Destino

... Ou 10 de 100 dias já estão completos. A publicação #9 partilhada na página do Instagram @dandp.da.lwlw foi essa: Texto de Lwsinha MC

Ai, cabelo natural!

Desenho de Lwsinha MC Ai, cabelo natural! Tão nosso, mas tema de tanta controversia que não dá para acreditar. Aqui , partilho algumas palavrinhas como mãe de uma menina (e de um menino) que está (estão) a aprender a aceitar e respeitar essa parte da identidade dele(s). A minha esperança é que " analizemos as nossas regras, o impacto das nossas decisões na formação dos nossos educandos." Desenho de Lwsinha MC

Entrevista no Kubata Cultural

Mencionada lá no D&P da Lwlw. Lwsinha MC

Perdida na Fotografia

Sou, há anos, louca por fotografia. Não aquela estática que se parece montagem, mas a fotografia viva onde cada momento fala mais do que uma descrição de quem a tirou. Adoro a foto que captiva a minha atenção e faz-me mergulhar no momento. Por anos andei presa a camaras por todo lado onde fosse para captar todos os momentos que vivia. Após ter posto de parte as camaras durante algum tempo, retomei activamente esse hábito e tenho estado a adorar novamente fazer novas memórias sob a objectiva de uma câmara.  Enquanto não andei eu a tirar, fui me perdendo por espaços de estranhos e alguns de amigos e conhecidos. Um canto de nome Portfolio Photografico tem sido entre os muitos para onde  volto muitas vezes por ver as fotos com novos olhos de tempos em tempos. Adoro o espaço na sua simplicidade não só pelo extenso dossiê fotográfico, mas pelo toque tão pessoal ao fotograco e também familiar a mim. Num tom nostálgico, segui clicando e fui convencendo-me que pararia o passeio p...

Antes da Morte, Ainda em Vida

Desenvolva um diálogo segundo o último parágrafo da página 10 do livro que uso no número 3, acima.      Via Google "Não chorem sobre a minha sepultura, Pois não estou lá, não adormeci. Sou um milhar de ventos que sopram, Sou o o diamante de luz na neve, Sou o raio de sol no trigo maduro, Sou a branda chuva de outono. No silêncio da manhã que desponta, Sou o adejar rápido e animado Das aves silenciosas que voam em círculos, Sou a Luz suave das estrelas à noite. Não chorem sobre a minha sepultura, Eu não estou lá, eu não morri. (Não é perfeito para um funeral no campo?) Mãe" - Lwlw, porquê isso agora? O que é que se passa que  não  nos estás a dizer? - Não se passa nada comigo.  - Hum! - Juro-te que não se passa nada. É apenas um  exercício que tenho posto algumas pessoas a fazerem. Só não sei como pedir aos meus pais e tios. - Porquê que não? - Eles nunca acreditarão seu só um exercício. - Se calhar não é mesmo. Também tenho as minhas...

Escrita... Porque é que escrevo

Na rectidão de um silêncio   Encontrei voz na escrita Arrogante e paciente De alegre perspicácia  Por experiências confessadas em anonimato  Muitas mesmo roubadas Em íntimos momentos públicos Ou súplicas marejadas Reveladas em imatura inocência  Entre prepotente narcisismo De dar voz a quem não fala Escrevo sim, e como comecei nem mais sei As vezes de forma atrevida  Sigo e insisto  Mesmo quando não sinto É uma avenida leitural Nem sempre veicular ou literal Escrevo, porque, simplesmente, faz-me bem. Foto de Lwsinha MC

Uma vista no décimo de quinze Dias de Escrita

Ele insistiu que chegassemos de noite. Não gosto muito de viajar no escuro, mas não quis estar agar os planos dele. Deixamos as janelas do quarto abertas, deixando a briza fria fazer o seu trabalho.  O quarto estava decorado com mobília rústica em madeira contrastada em tons de branco, incluida o gigantesco mosquiteiro com cheiro de jasmine. O verde das plantas no pequeno pátio fechado e as flores campestres deram um toque de casa. Ficamos acordados até as 500s, desfrutado da companhia um do outro, distante do barulho da cidade, com os telefones des ligada. Conversamos aos som dos grills e a luz de velas. Desperatei com o cantar do galo. Rebolei, tapei os ouvidos e tentei ignora-lo, mas dois outros juntaram-se ao cantarolar. Levantei-me para fechar a janela. Desacelerei ao vê-lo grudado as grades. Pus o meu braço direito a volta da cintura dele. Ele puxou-me afrente dele e sunsurrou ao meu ouvido, "por essa vista foi que eu insisti que viessemos." Não sei quan...

15 Dias de Escrita- Pequeno Poema

Três mulheres  Conhece-me a mim E não a Fany  No meu medo de falhar Com vontade de escapar Vou chorando para não estourar  Escondo-me em lágrimas reprimidas  Que lutam para cair dia sim dia não Conhece-me a mim E não a Mary   Que se diz meiga e cuidadosa Só que é mesmo assustadora Grita, surra e ameaçadora Faz tremer a todo o mundo Até os putos do Talatona Conhece-me a mim  E não a Zaly  Que chupo gelado de múcua no paú Mas prefiro o de saco e grandalhão Eu que cubro o cabelo e o tumbau E gostaria era de andar como na Ramalho Ortigão. Três mulheres feridas Três vidas áridas  Cada uma um caso Como tu, nessa imensa multidão. Via Google

Os 15 Dias de Escrita continua no D&P

Via Google Texto Não recomendado para crianças sem aprovação de um adulto.   Um fim de semana que estava a no meu guardafatos a organizar algumas coisas novas que tinha acabado de comprar, distrai-me e deixei cair o pequeno escadote que usava para arrumar os meus sapatoss nas prateleiras altas. Uma das pernas pesadas perfurou a parece oca do meu apartamento que ligava ao quarto da minha vizinha. O furo era pequenino, mas dava para ver o comodo dela. Não nos conheciamos. Algumas vezes saudei-a, o que ela respondia entre os dentes mesmo sem olhar para mim. É discreta e muito reservada, ao menos raramento oiço algo do lado da parede dela. Nem mesmo barulho de televisão ligada naqueles dias em que eu estou em completo silencio a trabalhar. No dia seguinte, prestei atenção a entrada dela ao apartamento, com o bater da porta que geralmente ecoava no corredor. Deitei-me ao lado do buraco e queria saber que reserva carregava essa mulher. Ela entrou para o quarto, pouso...