Skip to main content

15 Dias de Escrita- Pequeno Poema

Três mulheres 

Conhece-me a mim
E não a Fany 
No meu medo de falhar
Com vontade de escapar
Vou chorando para não estourar 
Escondo-me em lágrimas reprimidas 
Que lutam para cair dia sim dia não

Conhece-me a mim
E não a Mary  
Que se diz meiga e cuidadosa
Só que é mesmo assustadora
Grita, surra e ameaçadora
Faz tremer a todo o mundo
Até os putos do Talatona

Conhece-me a mim 
E não a Zaly 
Que chupo gelado de múcua no paú
Mas prefiro o de saco e grandalhão
Eu que cubro o cabelo e o tumbau
E gostaria era de andar como na Ramalho Ortigão.

Três mulheres feridas
Três vidas áridas 
Cada uma um caso
Como tu, nessa imensa multidão.


Via Google

Comments

Popular posts from this blog

BC #2- "O que mudou na minha vida depois da maternidade"

E essa  é  a segunda blogagem colectiva aqui do "outro lado", uma iniciativa da Genis Borges do reciclando com a mamãe . Reciclando com a Mamãe   Com as minhas experiências da maternidade, aprendi que o corpo humano (e cada gravidez) é como se fosse uma doença positiva que gere vidas e trás alegrias, na sua maioria das vezes. Após nascer o meu menino, escrevi cartas às mulheres que fizeram de tudo para demonstrar-me as diferentes facetas da maternidade. Desde então que agradeço a minha própria mãe, que não desistiu, no meio de tanta adversidade, para que eu nascesse. Pela deligência dela, para sempre serei grata. Pessoalmente, deixamos (eu e o pai) de ouvir ou ver todo e qualquer tipo de música, programas de televisão ou filmes, quando bem nos apetece. Hoje temos horários para tal, quer seja em casa ou fora dai. Ir ao cinema passou a ser orquestrado de formas a fazermos durante o(s) horário(s) que o(s) menino(s) estivesse(m) na escola. Desde que eles...

Coisinhas que fiz com os meninos- {blogagem coletiva} Nossos Momentos

Hoje finalmente fui espreiar um parque bem no centro da cidade, para ver o circulo de musicos tocarem instrumentos de percussão. Essa actividade é especifica desse parque há mais de 50 anos. Começou com apenas negros que se juntavam com os instrumentos de percussão e tocam por 4-6 horas sem muitos se conhecerem pessoalmente.  Nos dias de hoje é bem mais inclusivo, mais multicultural. Foi bom ver homens e mulheres (apesar de em número reduzido) comunicarem-se musicalmente e entreterem o mundo tão diverso quanto eles juntos por horas em Paz. A experiência transcendeu idades... Até a minha cassule de 7 anitos pegou instrumentos emprestados de um cubano e juntou-se a festa. Ao som da batucada, é quase que impossível mantermo-nos quietinhos. Havia já um grupinho de bailarinas que, com os pés na terra, fizeram-nos vibrar, alguns imitar, e vibraram de forma espectacular.

Feliz dia da Mulher Angolana!

"Por ser Mulher" Desenho e poema de Lwsinha MC