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Uma vista no décimo de quinze Dias de Escrita

Ele insistiu que chegassemos de noite. Não gosto muito de viajar no escuro, mas não quis estar agar os planos dele. Deixamos as janelas do quarto abertas, deixando a briza fria fazer o seu trabalho. 

O quarto estava decorado com mobília rústica em madeira contrastada em tons de branco, incluida o gigantesco mosquiteiro com cheiro de jasmine. O verde das plantas no pequeno pátio fechado e as flores campestres deram um toque de casa.

Ficamos acordados até as 500s, desfrutado da companhia um do outro, distante do barulho da cidade, com os telefones des ligada. Conversamos aos som dos grills e a luz de velas.

Desperatei com o cantar do galo. Rebolei, tapei os ouvidos e tentei ignora-lo, mas dois outros juntaram-se ao cantarolar. Levantei-me para fechar a janela. Desacelerei ao vê-lo grudado as grades. Pus o meu braço direito a volta da cintura dele. Ele puxou-me afrente dele e sunsurrou ao meu ouvido, "por essa vista foi que eu insisti que viessemos."

Não sei quanto tempo ficamos ali. Ouviamos o chirlar dos pássaros, o latir de um ou dois cães, que parecem ter calado os galos. Respiramos juntos a pureza do ar e vislumbramos do verde que revestia os montes e os vales. As nuvens desfilavam pelo azul celestial, partindo em diversas formas, despertando gargalhadas em dois meninos que brincavam com jantes e paus, descendo pelo montes como se perseguindo as nuvens. Quando conseguimos vestir-nos, também andamos por aqueles pastos, fotografando e fizemos um picnic por baixo de uma árvore a beira do rio.

Foto de Lwsinha MC

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