Respeitando que algumas mulheres (e homens) vivem a realidade de não poderem conceber filhos naturais, de há algum tempo para cá que essa altura do ano faz-me pensar como é que essas pessoas se possam sentir. Em Março e Junho celebra-se o dia do pai no meu mundo e em Maio, em domingos consecutivos, celebram-se as mães. E eles que não têm filhos? Eles são celebrados todos os dias como seres humanos, sim. Mas, como é que se devam sentir ao ler, ouvir e ver as centenas de mensagens pelo mundo social a celebrar quem tem filhos (e que muitas vezes nem os valorizem ou sabem cuidar). Eu penso em vocês, os que conheço pessoalmente, e todos outros que de certa forma aplicam os seus dotes ma/paternais de outras formas nos deus afazeres diarios. Orgulho-me em ver à quem conheço partilhar momentos com os pequeninos ao seu redor. Mas sei, pelo que faço profissionalmente, que a dor da perda, ou o luto, é, de alguma forma, real em casos de infertilidade. Imagino apenas que a sensação de...
Um espaço bem meu, com um bocado de piteu!