[...] Já aflige-me a cobardia do que sinto pela Claudete. Quero ser a razão que apartam os lábios dela num sorriso, que a palpita o coração ao ver-me, como faz o meu sempre que à vejo, e tê-la entrelaçada nos meus dedos enquanto caminhamos em silêncio pela cidade. Sem pensar mais, mesmerado pelo cheiro dela e a calma com que ela apreciava o cénario sem distrações de telefone ou o que fosse, forjei conversa com ela. Estava sentada sozinha na mesa ao lado à minha. - Desculpa incomoda-la. Vejo-a muitas vezes por diferentes partes da cidade e queria apenas dize-la que é uma mulher admirável. - Encantada! Respondeu-me com um sorriso e de mão ao peito. - Sou o Lando. Estiquei a mão na direcção dela. Eclando. - Claudete. Muito gosto. Trocamos sorrisos e apressou-se o intrometido silêncio. Ela tirou o telefone da carteira. Aposto que enviou mensagem à alguma amiga. - O prazer é meu também, Claudete. Disse. Ela forçou um sorriso e voltou os olhos para o telefone. Terminei a minha bebid...
Um espaço bem meu, com um bocado de piteu!