Na mente de uma criança, das minhas, hoje surgiu uma pergunta semelhante, um pensamento
que já tinha passado pela minha mente várias vezes. A minha filha
começou, puxou o irmão e dai conversamos os três sobre como é que qualquer
outra pessoa que não sejamos nós vê o mundo. “Será que as pessoas vêem as
mesmas coisas que nós?”, perguntou o meu filho. Eu em tempos pensei, quão azul é
o azul que outros vêem ao olhar para o céu. Mas, mais profundo e complexo, é a
forma como vemos o mundo. Se duas pessoas criadas de forma semelhante e vivendo
sob o mesmo tecto podem divergir, imagina quem não teve as mesmas experiências.
Como será que as experiências negativas possam influenciar a forma como vemos
beleza nas coisas, como sentimos amor, como nos deixamos apreciar esse mundo. Segundo
o meu filho, ele gostaria de ser um insectosinho pequenino para poder saber
como eu, a irmã, o pai apreciamos o mundo. Também eu gostaria de ter essa
oportunidade.
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