Será que o meu filho ou minha filha precisa de aconselhamento ou psicoterapia? Uma pergunta que me é feita “N” vezes por amigos e familiares por causa da minha experiência profissional
Obviamente que existem na vida diária de um pai ou uma mãe desafios com os filhos. Alguns desses desafios têm impacto na forma como nós ou os nossos miúdos comportam-se ou sentem-se. A nossa forma de expressar-nos emocional ou comportamentalmente varia de pessoa para pessoa, e não difere para os pukunotes. Como mudanças fazem parte do processo normal de crescimento e desenvolvimento humano, o importante é distinguir entre o que é típico em termos comportamentais e as circunstâncias ou problemas mais sérios. Os problemas mais graves, persistentes, e os que interferem nas actividades diárias de um indivíduo, até mesmo dos mais novinhos, certamente requerem maior atenção. Caso note alguns dos comportamentos seguintes, não hesite em contactar um profissional:
· Mudanças em apetite ou sono (demasiado ou diminuído)
· Medo excessivo
· Retroceder em alguns comportamentos (ex: voltar a molhar a cama a noite)
· Tristeza excessiva ou vontade de chorar sem saber o porquê
· Sentir-se inútil
· Deixa de respeitar as regras frequentemente ou passa a ter problemas comportamentais na escola e/ou em casa
· Comportamento autodestrutivo (ex., bater com a cabeça na parede ou "corta-se/queimar-se")
· Dizer algumas vezes que gostaria de morrer, ou “se eu não vivesse...”
· Agressividade contra os outros
· Ameaçar bater ou ferir fisicamente alguém.
O que fazer caso seu filho tenha alguns desses sintomas/comportamentos?
Converse com o médico pediatra dela/dele, a ver se a/o recomenda um conselheiro/terapeuta ou psicólogo. A diferença entre esses especialistas é a seguinte:
O Psicólogo tem doutoramento em psicologia, e, tipicamente, participa de pesquisas, exames psicológicos, e consultas de psicoterapia.
O conselheiro ou Terapeuta tem mestrado em assistência social, psicologia, ou aconselhamento e tipicamente faz consultas de psicoterapia. Quer os psicólogos como os conselheiros/terapeutas clínicos também tendem a fazer coordenação de serviço com outros profissionais e a dar serviços de apoio.
Um outro profissional que também poderá ajudar, é o Psiquiatra – um médico que se especializa no tratamento de problemas de saúde mental, pode receitar medicamentos e, em alguns casos, também faz consultas de psicoterapia.
O importante é quando falar com o médico pediatra do seu pukunote exponha as observações emocionais ou comportamentais feitas em casa e/ou em outras ambientes, notando como essas observações a/o preocupam. Em alguns casos, as escolas também servem de ajuda auxiliar. As crianças passam a maior parte do dia na escola e os professores e orientadores nesses meios devem estar ser capazes de ajudar fazendo mudanças na rotina diária do seu filho.
Obviamente que existem na vida diária de um pai ou uma mãe desafios com os filhos. Alguns desses desafios têm impacto na forma como nós ou os nossos miúdos comportam-se ou sentem-se. A nossa forma de expressar-nos emocional ou comportamentalmente varia de pessoa para pessoa, e não difere para os pukunotes. Como mudanças fazem parte do processo normal de crescimento e desenvolvimento humano, o importante é distinguir entre o que é típico em termos comportamentais e as circunstâncias ou problemas mais sérios. Os problemas mais graves, persistentes, e os que interferem nas actividades diárias de um indivíduo, até mesmo dos mais novinhos, certamente requerem maior atenção. Caso note alguns dos comportamentos seguintes, não hesite em contactar um profissional:
· Mudanças em apetite ou sono (demasiado ou diminuído)
· Medo excessivo
· Retroceder em alguns comportamentos (ex: voltar a molhar a cama a noite)
· Tristeza excessiva ou vontade de chorar sem saber o porquê
· Sentir-se inútil
· Deixa de respeitar as regras frequentemente ou passa a ter problemas comportamentais na escola e/ou em casa
· Comportamento autodestrutivo (ex., bater com a cabeça na parede ou "corta-se/queimar-se")
· Dizer algumas vezes que gostaria de morrer, ou “se eu não vivesse...”
· Agressividade contra os outros
· Ameaçar bater ou ferir fisicamente alguém.
O que fazer caso seu filho tenha alguns desses sintomas/comportamentos?
Converse com o médico pediatra dela/dele, a ver se a/o recomenda um conselheiro/terapeuta ou psicólogo. A diferença entre esses especialistas é a seguinte:
O Psicólogo tem doutoramento em psicologia, e, tipicamente, participa de pesquisas, exames psicológicos, e consultas de psicoterapia.
O conselheiro ou Terapeuta tem mestrado em assistência social, psicologia, ou aconselhamento e tipicamente faz consultas de psicoterapia. Quer os psicólogos como os conselheiros/terapeutas clínicos também tendem a fazer coordenação de serviço com outros profissionais e a dar serviços de apoio.
Um outro profissional que também poderá ajudar, é o Psiquiatra – um médico que se especializa no tratamento de problemas de saúde mental, pode receitar medicamentos e, em alguns casos, também faz consultas de psicoterapia.
O importante é quando falar com o médico pediatra do seu pukunote exponha as observações emocionais ou comportamentais feitas em casa e/ou em outras ambientes, notando como essas observações a/o preocupam. Em alguns casos, as escolas também servem de ajuda auxiliar. As crianças passam a maior parte do dia na escola e os professores e orientadores nesses meios devem estar ser capazes de ajudar fazendo mudanças na rotina diária do seu filho.
Tenha em mente que as sessões de terapia clínica ou psicoterapia fazem parte de um processo que varia prà cada um de nós e, sendo assim, individualmente cada etapa será encarada de forma diferente. Além disso, nunca é demais enfatizar que nem todas as parcerias com profissionais são boas ou positivas desde o princípio. Havendo diferentes estilos de práticas, incluindo diversas bases teóricas, note que a forma de ser do seu filho pode não “encaixar-se” bem com o estilo profissional do conselheiro ou psicoterapeuta que o/a estiver a ver. Se for o caso e você não se sentir confortável com a parceria, considere mudar e continue à procura de serviços mais adequados para o seu filho e, consequentemente, para a sua família.
PS: Escrevo esse blog post por não mais ser um espectador da vida. Eu trabalho em prol da consciência sobre a saúde mental e trabalho no sentido de encontrar os meios para aqueles que precisam de tais serviços e não sabem onde ou como obtê-lo. Diga não ao estigma!
PS: Escrevo esse blog post por não mais ser um espectador da vida. Eu trabalho em prol da consciência sobre a saúde mental e trabalho no sentido de encontrar os meios para aqueles que precisam de tais serviços e não sabem onde ou como obtê-lo. Diga não ao estigma!
*Escrevo essa nota depois do “PS” após ter passado uma noite a apoiar um jovem que precisou de ajuda de saúde mental nas últimas 24 horas. Anoto aqui a importância de estarmos bem informados sobre o assunto e de despirmo-nos do estigma que ainda existe sobre esse tema. O que chamávamos de “malucos” (e ainda chamam em muitos meios) são as simples condições diagnosticáveis no ramo de saúde mental que são igualmente usados no ramo de saúde física. Conhecendo e aceitando a necessidade que temos de buscar ajuda facilitará mais ainda o processo prà quem precisa, quer seja o paciente como a sua família e/ou amigos.

e uma pena que a saude mental ainda e um estigma ca em angola.... espero que chegamos a um patamar em que todos estejam confortaveis em pedir ajuda sem ser marcado como esquisito. lindo artigo
ReplyDeletePodes crer, Chica. Eu sinto pelos pequeninos...
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