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Um aperto...

Mais e mais deparo-me com histórias de pais que não são capazes de atender às necessidades emocionais de seus filhos, quer seja um filho menor de idade ou um adulto com os seus próprios filhos. Uma coisa é ouvir tais histórias na arena profissional e é completamente diferente de lidar com isso quando as circunstâncias são mais familiares.
Eu vim a perceber que, muitas vezes, alguns pais têm os seus próprios problemas de infância não resolvidos ou existenciais, como adultos, e podem (ou não) ter aprendido as ferramentas apropriadas para gerir adequadamente as suas próprias emoções e/ou reacções a determinadas situações. Consequentemente, a falta de conhecimento e inabilidade prà conectar podem re-traumatizar mais do que ajudar a criar entendimento e união, nessa altura tão necessitada.
Saibam que a raiva, ressentimento e estado de espírito depressivo (ex. Chorar por horas, perder vontade de fazer as coisas que o satisfaziam antes) podem ser algumas das reacções que as pessoas podem ter quando confrontadas com questões familiares dessa natureza. Alguns conseguem superar tais eventos por si mesmos, mas um bom número de pessoas precisa de apoio. Às pessoas afectadas de forma semelhante, a minha recomendação é que procurem ajuda de alguém capaz de ouvir-vos incondicional e imparcialmente, como um pastor, um terapeuta, um médico, até mesmo um ancião de confiança, que podem orientá-vos da melhor forma. O melhor que têm a fazer é não isolar-se. 

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