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Alguém está à porta~Um exercicios de escrita com os meus...

Mais um exercicio feito com os pequenos, e dessa vez com as pequenas e as maiores também da casa da avó materna dos meus...

Estamos de férias entre familia e para distrair os meninos ao fim do dia tenho me visto a dançar, cantar, fazer 1001 outras brincadeiras e hoje começamos o exercicio de escrita, antes mencionado no D&P. Eles e eu tivemos de escrever um texto começando com a primeira frase do texto que segue. Adorei a criatividade deles... Houve momentos de carinho de saudades de pais "galinhas", testes de ADN, fantasmas, monstros, e até momentos solidários de ajuda de e aos vizinhos. A minha foi assim... Confesso que não tive lá muito tempo para escrever, pois tive de responder as perguntas deles e encoraja-los a não desistirem. O processo foi bem fluido para a maioria deles.
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Numa sexta-feira a noite, estava eu em casa quando ouvi um bum-bum-bum à porta. Eu estava sozinha com o meu cão, que normalmente desata a ladrar ao sentir a presença de alguém à porta, encolheu-se ao meu lado. Quem estava à porta era impaciente, batia, batia, batia… Eram 22:20. Eu não tinha luz e o gerador não estava a funcionar.

Após o que pareceu uma eternidade, por volta de 2 minutos, deixou de bater à porta. Ganhei coragem fui até ao olho mágico. Tremia da cabeça aos pés. Não se via quase nada no corredor do prédio iluminado apenas pela luz do sinal de emergência, que ficava por cima da minha porta. O olho mágico estava sujo. O que será? Pensei, mas não atrevi-me mexer na porta para abri-la.
Com o Zuca, o meu cão, aos braços, ia voltar para o sofá aonde estávamos os dois a ouvir música, quando um papel é empurrado debaixo da porta. Ainda não foi… Custou-me respirar. Não queria que a pessoa apercebesse-se que eu estava ali tão próximo. Com a força do empurrão, o papel parou ao lado dos meus pés.
A luz das velas pelo meu apartamento dançarelavam a iluminar as poucas palavras rabiscadas ao lado do sangue estampado pela base da mão de quem as escreveu. O meu coração acelerou o passo que pareceu querer correr para albergar-se dessa situação sinistra. Mas quem poderá ser? O que quererão a essas horas?
Via Google

Inclinei-me em direcção ao papel para ler o que dizia e começou o bum-bum-bum na porta uma vez mais. O medo nem me deixou gritar…

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