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À Você...

Respeitando que algumas mulheres (e homens) vivem a realidade de não poderem conceber filhos naturais, de há algum tempo para cá que essa altura do ano faz-me pensar como é que essas pessoas se possam sentir. Em Março e Junho celebra-se o dia do pai no meu mundo e em Maio, em domingos consecutivos, celebram-se as mães. E eles que não têm filhos? Eles são celebrados todos os dias como seres humanos, sim. Mas, como é que se devam sentir ao ler, ouvir e ver as centenas de mensagens pelo mundo social a celebrar quem tem filhos (e que muitas vezes nem os valorizem ou sabem cuidar).   Eu penso em vocês, os que conheço pessoalmente, e todos outros que de certa forma aplicam os seus dotes ma/paternais de outras formas nos deus afazeres diarios. Orgulho-me em ver à quem conheço partilhar momentos com os pequeninos ao seu redor. Mas sei, pelo que faço profissionalmente, que a dor da perda, ou o luto, é, de alguma forma, real em casos de infertilidade. Imagino apenas que a sensação de...

Se eu pudesse ver o que tu vês?

Na mente de uma criança, das minhas, hoje surgiu uma pergunta semelhante, um pensamento Via KBondale que já tinha passado pela minha mente várias vezes. A minha filha começou, puxou o irmão e dai conversamos os três sobre como é que qualquer outra pessoa que não sejamos nós vê o mundo. “Será que as pessoas vêem as mesmas coisas que nós?”, perguntou o meu filho. Eu em tempos pensei, quão azul é o azul que outros vêem ao olhar para o céu. Mas, mais profundo e complexo, é a forma como vemos o mundo. Se duas pessoas criadas de forma semelhante e vivendo sob o mesmo tecto podem divergir, imagina quem não teve as mesmas experiências. Como será que as experiências negativas possam influenciar a forma como vemos beleza nas coisas, como sentimos amor, como nos deixamos apreciar esse mundo. Segundo o meu filho, ele gostaria de ser um insectosinho pequenino para poder saber como eu, a irmã, o pai apreciamos o mundo. Também eu gostaria de ter essa oportunidade.

Ironia de um Destino

... Ou 10 de 100 dias já estão completos. A publicação #9 partilhada na página do Instagram @dandp.da.lwlw foi essa: Texto de Lwsinha MC

Ai, cabelo natural!

Desenho de Lwsinha MC Ai, cabelo natural! Tão nosso, mas tema de tanta controversia que não dá para acreditar. Aqui , partilho algumas palavrinhas como mãe de uma menina (e de um menino) que está (estão) a aprender a aceitar e respeitar essa parte da identidade dele(s). A minha esperança é que " analizemos as nossas regras, o impacto das nossas decisões na formação dos nossos educandos." Desenho de Lwsinha MC

Entrevista no Kubata Cultural

Mencionada lá no D&P da Lwlw. Lwsinha MC

Perdida na Fotografia

Sou, há anos, louca por fotografia. Não aquela estática que se parece montagem, mas a fotografia viva onde cada momento fala mais do que uma descrição de quem a tirou. Adoro a foto que captiva a minha atenção e faz-me mergulhar no momento. Por anos andei presa a camaras por todo lado onde fosse para captar todos os momentos que vivia. Após ter posto de parte as camaras durante algum tempo, retomei activamente esse hábito e tenho estado a adorar novamente fazer novas memórias sob a objectiva de uma câmara.  Enquanto não andei eu a tirar, fui me perdendo por espaços de estranhos e alguns de amigos e conhecidos. Um canto de nome Portfolio Photografico tem sido entre os muitos para onde  volto muitas vezes por ver as fotos com novos olhos de tempos em tempos. Adoro o espaço na sua simplicidade não só pelo extenso dossiê fotográfico, mas pelo toque tão pessoal ao fotograco e também familiar a mim. Num tom nostálgico, segui clicando e fui convencendo-me que pararia o passeio p...

Antes da Morte, Ainda em Vida

Desenvolva um diálogo segundo o último parágrafo da página 10 do livro que uso no número 3, acima.      Via Google "Não chorem sobre a minha sepultura, Pois não estou lá, não adormeci. Sou um milhar de ventos que sopram, Sou o o diamante de luz na neve, Sou o raio de sol no trigo maduro, Sou a branda chuva de outono. No silêncio da manhã que desponta, Sou o adejar rápido e animado Das aves silenciosas que voam em círculos, Sou a Luz suave das estrelas à noite. Não chorem sobre a minha sepultura, Eu não estou lá, eu não morri. (Não é perfeito para um funeral no campo?) Mãe" - Lwlw, porquê isso agora? O que é que se passa que  não  nos estás a dizer? - Não se passa nada comigo.  - Hum! - Juro-te que não se passa nada. É apenas um  exercício que tenho posto algumas pessoas a fazerem. Só não sei como pedir aos meus pais e tios. - Porquê que não? - Eles nunca acreditarão seu só um exercício. - Se calhar não é mesmo. Também tenho as minhas...