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Fotografia de forma terapêutica

Em Janeiro, como publiquei aqui, participei de um desafio que implicou fazer fotografias diárias e publicá-las no dia em que as tirei. Depois de ter participado em dois, os ânimos parecem ter murchado...
 
Sei que o puxa-puxa do dia-a-dia e falta de material (câmara) tem dificultado os membros do meu grupo a activamente fazerem parte das actividades. Mas estive a pensar em como incentive-los e usar a fotografia de formas a ajuda-los a gerir os stresses no seu quotidiano.
 
Já usei no passado em trabalho clínico com clientes infantís a modalidade de terapia fotográfica, encorajando-os no processo terapêutico a usar fotografias pessoais que eles tenham tirado ou fotos que a família já possa ter, a fim de superar traumas, crises ou tensões que eles pudessem estar a viver, na melhoria de racionamentos interpessoais (como conflito com amigos ou familiares) e recuperação da auto-estima.
 
Com isso em mente, e sem a rigidez e o formalismo do processo terapêutico, qualquer um de nós pode usar a fotografia de forma terapêutica. Diferenciando da terapia fotográfica, a fotografia terapêutica depende apenas do interesse da pessoa por trás da lente- o fotógrafo- desde que tenha acesso a alguma câmara fotográfica (ex. telemóvel) e pratique. Sugiro a práctica ao grupo, por ser uma maneira de aprofundar o autoconhecimento, do mundo ao nosso redor e até mesmo desenvolver uma visão crítica mais apurada. Já iniciamos, e bem, mas que não fique por aqui. Ver o mundo aos olhos (clicks) dos outros e uma forma de exploração que ajuda não só ao fotógrafo mas também a quem ele exponha o seu trabalho.

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