Skip to main content

Lições desse verão


Partilhei muitas vezes aqui as minhas histórias de aprendizado com os pequenos. Agora que o verão está quase a terminar e vamos começando a preparar-nos para iniciar mais um ano lectivo, faço uma introspecção sobre o que eles fizeram e chego a conclusão de que eles continuam inconscientes dos ensinamentos que me têm passado.

Esse ano reciei voltar a inscreve-los em actividades onde eles tivessem que acordar cedo para sairem comigo de manhã. Por incrivel que pareça, desde o inicio das férias que eles despertam muito próximo do meu horário. Têm tido as suas actividades que eles mesmos planearam, que eu apenas tenho de dar o aval e ca$hé. Ao chegar à casa, a independência que eles têm vindo a obter faz deles distantes, confidentes e até inquisitivos à minha chegada permatura (tudo porque ainda não ter anoitecido). 

Com tudo isso, aprendi que desde que eles tenham o mínimo, o resto, à essa etapa etária, torna-se mais aventureiro eles próprios planearem. Linsojeo-me em notar que dei-os as referências para eles fazerem escolhas adequadas, variando entre actividades dentro de casa e ao ar livre.

Via Google
Nas interacções com outros meninos e primos, aprendi que os valores básicos, os miminhos da santa terrinha e limites que vou pondo para os manter fora de perigo são lições que eles têm aprendido. Parecem as vezes ignorar, mas esse verão ouvi-os em conversa e orientação à alguns primos ao mesmo tom e determinação com que eu vou transmitindo.

Orgulha saber, mas ao mesmo tempo entristece-me reconhecer que os meus pequenos estão a amadurecer. Sei que não foi rápido, mas certamente sinto como se assim fosse.  No fim de cada dia, eles demonstram que apesar dessa madurez ainda são os meus pequenos.

Quando as luzes se apagam, quando o soninho começa a apertar, eles convertem-se nos pequenotes que eles continuam a ser. Querem ainda companhia ou uma estórinha para adormecer. O meu menino adora ler para mim, o que me embala… Os dois têm querido mais e mais dormir comigo, especialmente quando o pai está fora em serviço. 
Via Google

Todas essas coisas eu sei serem uma fase temporária. Sei que um dia eles já não quererão estar tão próximos, e o meu menino pode vir a não querer mais ler para mim. Mas, como digo muitas vezes no D&P, “enquanto o lobo não vem”, eu vou desfrutando da independência dependente que eles demonstram ter controle de momento...

Via Goggle

Comments

Popular posts from this blog

BC #2- "O que mudou na minha vida depois da maternidade"

E essa  é  a segunda blogagem colectiva aqui do "outro lado", uma iniciativa da Genis Borges do reciclando com a mamãe . Reciclando com a Mamãe   Com as minhas experiências da maternidade, aprendi que o corpo humano (e cada gravidez) é como se fosse uma doença positiva que gere vidas e trás alegrias, na sua maioria das vezes. Após nascer o meu menino, escrevi cartas às mulheres que fizeram de tudo para demonstrar-me as diferentes facetas da maternidade. Desde então que agradeço a minha própria mãe, que não desistiu, no meio de tanta adversidade, para que eu nascesse. Pela deligência dela, para sempre serei grata. Pessoalmente, deixamos (eu e o pai) de ouvir ou ver todo e qualquer tipo de música, programas de televisão ou filmes, quando bem nos apetece. Hoje temos horários para tal, quer seja em casa ou fora dai. Ir ao cinema passou a ser orquestrado de formas a fazermos durante o(s) horário(s) que o(s) menino(s) estivesse(m) na escola. Desde que eles...

Coisinhas que fiz com os meninos- {blogagem coletiva} Nossos Momentos

Hoje finalmente fui espreiar um parque bem no centro da cidade, para ver o circulo de musicos tocarem instrumentos de percussão. Essa actividade é especifica desse parque há mais de 50 anos. Começou com apenas negros que se juntavam com os instrumentos de percussão e tocam por 4-6 horas sem muitos se conhecerem pessoalmente.  Nos dias de hoje é bem mais inclusivo, mais multicultural. Foi bom ver homens e mulheres (apesar de em número reduzido) comunicarem-se musicalmente e entreterem o mundo tão diverso quanto eles juntos por horas em Paz. A experiência transcendeu idades... Até a minha cassule de 7 anitos pegou instrumentos emprestados de um cubano e juntou-se a festa. Ao som da batucada, é quase que impossível mantermo-nos quietinhos. Havia já um grupinho de bailarinas que, com os pés na terra, fizeram-nos vibrar, alguns imitar, e vibraram de forma espectacular.

Feliz dia da Mulher Angolana!

"Por ser Mulher" Desenho e poema de Lwsinha MC